Sem comentários...
Obrigado Jossy!
terça-feira, 16 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Preço da electricidade - a troika e as tarifas transitórias...
Finalmente, mais de um mês depois da minha reclamação junto da ERSE, recebi uma resposta que explica porque é que tive um aumento de 5,5% na factura da electricidade quando a ERSE anuncia um aumento máximo das tarifas transitórias de 2,8%:
"
Atendendo ao exposto, vimos informar que no comunicado da ERSE relativo às tarifas de eletricidade para o ano de 2013 é referida uma variação tarifária de 2,8% entre 2012 e 2013 para as Tarifas Transitórias de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão Normal (BTN), em Portugal Continental.
É importante sublinhar que o acréscimo de 2,8% é um valor médio, obtido tendo em conta a totalidade dos clientes em BTN, sendo que as variações tarifárias por opção tarifária e por consumidor podem ser superiores ou inferiores em relação a este valor médio.
Adicionalmente salienta-se que a ERSE divulga na sua página de internet informação mais detalhada sobre as variações tarifárias, dando a conhecer nomeadamente o valor da variação tarifária por opção tarifária e por termo tarifário. Esta divulgação é feita através do documento “Estrutura Tarifária do Setor Elétrico em 2013”, a qual está acessível através da ligação http://www.erse.pt/
"
É... de facto é importante sublinhar!... Os senhores da ERSE e os outros que mandam neles talvez se tenham esquecido de sublinhar... que o aumento de 2,8% era um aumento qualquer, para um cliente qualquer fictício, mas não para mim e para outros muitos milhões. Senão, veja-se o que é dito num documento oficial da ERSE:
Nesse outro documento que eles indicam, intitulado "estrutura tarifária do setor elétrico em 2013", o quadro com as variações tarifárias para clientes de BTN (baixa tensão normal), que somos quase todos nós, é o seguinte (clique para ampliar):
Quando a EDP apresenta lucros, e recorde-se que lucros são excedentes, são o dinheiro que sobra depois de se ter pago tudo o que havia para pagar, de 1182 milhões de euros no ano passado, o que é que justifica o aumento de preço anunciado de 2,8%?... E o que é que justifica o aumento de preço efectivo seja muitas vezes bem acima dos 5%?...
De acordo com a informação divulgada na página de internet da ERSE, a sua missão implica, logo à cabeça,
"A proteção dos direitos e os interesses dos consumidores, em particular dos clientes finais economicamente vulneráveis, em relação a preços, à forma e qualidade da prestação de serviços, promovendo a sua informação, esclarecimento e formação"
Escusado será dizer que a missão de qualquer governo de qualquer país é olhar pelos interesses da sua população.
É caso então para perguntar o que é que a ERSE e o governo andam a fazer, e o que é que nós andamos a fazer que permitimos que eles brinquem deste modo connosco e em alternativa defendam os interesses dos que mais têm!
Os senhores da ERSE estão a mando do governo. Os senhores do governo estão a mando da "troika". E os senhores da "troika" estão a mando de quem?... Vejam lá o texto introdutório do decreto-lei que origina estas mudanças no fornecimento de electricidade:
Se o objectivo da "troika" é apenas o equilíbrio das contas públicas, e se a EDP dá lucros chorudos, então a sua privatização e a liberalização deste mercado beneficia quem?...
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Medos e muros...
Obrigado Margarida!
The sugar takers, pink dream makers, they try to escape from it all, but instead they build walls, that's all:
E de levantar muros e de os deitar abaixo, incessantemente, e de bater contra os muros dos outros, de quem gostamos, a última música do trabalho "the wall":
All alone, or in twos
The ones who really love you
Walk up and down outside the wall
Some hand in hand
Some gathered together in bands
The bleeding hearts and the artists
Make their stand
And when they've given you their all
Some stagger and fall after all it's not easy
Banging your heart against some mad bugger's wall
quarta-feira, 3 de abril de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
Pague menos luz...
A liberalização do mercado dos fornecedores de energia eléctrica tem-se revelado uma oportunidade para avaliarmos os benefícios da concorrência: neste caso isso tem-se traduzido em maiores preços para os mesmos serviços.
As grandes empresas de fornecimento de serviços de primeira necessidade têm um poder negocial enorme sobre os consumidores e em geral impõem-lhes as condições que bem entendem.
Para contrariar isto, a DECO está a promover uma acção concertada de consumidores de energia eléctrica com o objectivo de conseguir fornecimentos a preços menores. Quanto mais pessoas participarem, mais poder negocial a DECO terá e maior é a probabilidade de se conseguir um preço mais baixo para a electricidade.
Penso que isto interessa a quase toda a gente. É só ir ao site deles e fazer a inscrição, que não custa nada e não obriga a nada.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Prunus...
As amendoeiras em flor são o mote para viagens turísticas que se realizam todos os anos à região do Alto Douro desde o fim de Fevereiro até meados de Março. Naturalmente há amendoeiras em muitas outras partes do país e, de resto, nem a amendoeira é uma árvore autóctone.
Para além da amendoeira, existem muitas outras árvores que florescem mais ou menos nesta altura do ano e que possuem aspectos semelhantes ao da amendoeira. São as árvores do género prunus, que possuem flores com cores entre o branco, o rosa e o vermelho, com cinco pétalas e muitos estames, e dão frutos com um grande e rijo caroço central.
A seguir apresentam-se exemplos de árvores do género prunus bem conhecidas. Todos os seus frutos são comestíveis. No entanto, outras partes da planta, incluindo o caroço, as folhas e as flores, contêm substâncias cianogénicas, isto é, que dão origem a cianetos altamente tóxicos. Como sempre, a toxicidade depende da dose, pelo que a ingestão de pequenas quantidades não é perigosa. O amargo das sementes destes frutos, por exemplo o da amêndoa amarga, resulta precisamente dos compostos cianogénicos.
Prunus Dulcis - Amendoeira
Origem: Médio Oriente
Prunus Salicina - Ameixoeira
Origem: China
Prunus Domestica - Ameixoeira (inclui muitas subespécies)
Origem: Próximo Oriente
Prunus Persica - Pessegueiro
Origem: China
Prunus Spinosa - Abrunheiro
Origem: Mediterrâneo e Próximo Oriente
Prunus Armeniaca - Damasqueiro (também conhecido como Alperceiro ou Alpercheiro)
Origem: China ou Índia (?), cultivado na Arménia desde há mais de 7000 anos
Prunus Avium - Cerejeira ou Cerdeira
Origem: Mediterrâneo, Próximo e Médio Oriente
Prunus Cerasus - Ginjeira
Origem: Mediterrâneo e Próximo Oriente
Prunus Cerasifera - Ameixoeira de Jardim
Origem: Este da Europa, Próximo e Médio Oriente
terça-feira, 5 de março de 2013
2 de Março...
Rua de Passos Manuel, no Porto:
O que mais notei e noto é que as pessoas não estão bem, querem protestar, mas não sabem muito bem contra o quê, ou a favor do quê.
Mas dai-lhes mais divertimento, dai-lhes, que essas preocupações logo lhes passam...
Ah, e continuem a ver muita televisão, continuem...
(Uma das coisas que deve ser muito instrutivo é ir para casa ver e ouvir os mil e um comentadores a explicarem o que é que nós lá estivemos na rua a fazer. Sobretudo quando os próprios comentadores não estiveram lá.)
O que mais notei e noto é que as pessoas não estão bem, querem protestar, mas não sabem muito bem contra o quê, ou a favor do quê.
Mas dai-lhes mais divertimento, dai-lhes, que essas preocupações logo lhes passam...
Ah, e continuem a ver muita televisão, continuem...
(Uma das coisas que deve ser muito instrutivo é ir para casa ver e ouvir os mil e um comentadores a explicarem o que é que nós lá estivemos na rua a fazer. Sobretudo quando os próprios comentadores não estiveram lá.)
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
A privatização da electricidade...
Acabei de receber a primeira factura de electricidade deste ano. Eu possuo uma potência contratada de 4,6 kVA, e um contador bi-horário. Constato que (tudo valores sem IVA):
- o preço do kWh nas horas fora de vazio subiu de 15,51 cêntimos para 16,41 cêntimos, ou seja, subiu 5,8%;
- o preço do kWh nas horas de vazio subiu de 8,33 cêntimos para 8,70 cêntimos, ou seja, subiu 4,4%;
- o preço da potência contratada subiu de 22,68 cêntimos por dia para 24,07 cêntimos por dia, ou seja, subiu 6,1%.
Concluindo, tenho um aumento médio de 5,5% na electricidade.
Consideremos o seguinte:
- durante os primeiros 9 meses de 2012 o lucro líquido da EDP foi de 910 milhões de euros (ver aqui) (lembremos que o lucro líquido é o que sobra depois de se ter pago tudo o que havia a pagar, incluindo amortização de investimentos feitos, impostos, etc. É o dinheiro que os accionistas podem meter ao bolso e ir gozar umas férias com eles, mesmo que não tenham feito absolutamente nada para merecer esse dinheiro);
- o preço dos combustíveis para automóveis (apenas como indicador) subiu em média cerca de 1% durante o último ano;
- a taxa de inflação para 2012 fixada pelo INE é de 2,5%;
- a EDP é detida em 21,35% pela China Three Gorges, em 4,14% pela Parpública (participações públicas) e nos restantes 74,51% por investidores privados, nacionais e estrangeiros, onde constam os grupos José de Mello, Iberdrola, BES, BCP, entre outros;
Mas agora o mercado da electricidade é livre! Uau!... Portanto, vamos lá fazer uma simulação aos preços dos outros comercializadores de electricidade, utilizando para o efeito o simulador da ERSE. Constato então que o preço da EDP, serviço universal, se situa em 29 euros mensais (incluindo IVA e taxas), enquanto o preço das restantes operadoras se situa entre 28,6 euros mensais e 32,3 euros mensais.
E assim chegamos ao fim da nossa demonstração: se a energia eléctrica tem a mesma qualidade de sempre, se a energia eléctrica é um bem de primeira necessidade, se as pessoas vão continuar a consumir energia eléctrica, se a EDP teve e continua a ter lucros chorudos, se o mercado liberalizado oferece aos consumidores o mesmo a preços mais elevados, porquê privatizar o mercado da electricidade?... A resposta é só uma e é bastante óbvia: basta consultar novamente a estrutura accionista das empresas que comercializam a electricidade.
Mas se o objectivo dos magnatas é fazer sempre mais dinheiro, o objectivo dos nossos governos não devia ser governar para defender os nossos interesses, que não somos magnatas? Afinal que interesses defendem este e os últimos governos? Quem os elegeu? Mas andamos todos a dormir?... Quando é que vamos acordar?...
Bom, entretanto vou mandar uma cartinha à ERSE a perguntar onde é que eles se enganaram ao dizer que os aumentos para 2013 iam ser de 2,8%...
Espécie não identificada...
E já que estou numa de falar de árvores, vi neste sábado à noite uma espécie que ainda não consegui identificar, com o tronco castanho muito liso e as folhas dispostas em espiral...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O estado das nossas florestas...
(imagem retirada daqui)
Antes de mais é preciso definir o que se entende por floresta. Para muitas pessoas, muitas mesmo, uma floresta não é mais do que uma grande quantidade de árvores todas juntas. Nesse sentido, uma plantação de eucaliptos, tal como a apresentada na foto em cima, é uma floresta.
No entanto, penso que é fácil perceber que existem muitas e significativas diferenças entre o uso dado ao solo por uma plantação de eucaliptos e por uma floresta menos humanizada, se assim posso dizer, por exemplo do Gerês, como a apresentada na foto em baixo.
Essas diferenças não têm a ver simplesmente com a maior ou menor beleza que subjectivamente poderemos atribuir a um ou a outro espaço. Também têm a ver com o efeito que estes diferentes tipos de "floresta" têm no solo (na alteração da sua composição, na sua retenção, etc.), na retenção de água, na capacidade de sustentação de outras espécies de seres vivos, na resistência a fogos, etc.
Por falar em fogos, é importante realçar que enquanto um conjunto de eucaliptos é capaz de arder mais facilmente que um conjunto de carvalhos, os eucaliptos são exímios a ultrapassar esses momentos de crise. São plantas pirófitas, que se aproveitam dos episódios de incêndio para conquistarem terreno às demais espécies vegetais.
Infelizmente, em Portugal as florestas que não são simples plantações (tal como os membros dos nossos sucessivos governos entendem as florestas) são minúsculas.
Não me vou alargar nesta análise. Quero apenas referir que foram há pouco tempo tornados públicos os resultados preliminares do 6º Inventário Florestal Nacional (podem ser consultados aqui). Ficamos agora a saber que o eucalipto é a espécie florestal principal.
Deixo-vos apenas algumas imagens (clicar nelas para as ampliar) do referido relatório do 6º IFN, sobre as quais todos deveríamos reflectir. Como disse o João Paulo Guerra, na sua rubrica diária na Antena1, não é a indústria da pasta do papel, mas sim a indústria da pasta e do papel... Muita pasta, sem dúvida!... E uma verdadeira tragédia para quem defende as verdadeiras florestas.
Quem quiser ter uma ideia de por onde andam as nossas espécies autóctones, pode consultar este documento.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Árvores autóctones de portugal...
Qualquer dicionário de português dirá que autóctone é um adjectivo que qualifica aquilo que é natural do local onde vive. Uma árvore autóctone é assim uma árvore natural do local onde vive. Mas o que é que isso quer dizer?... Será que quer dizer que a árvore não foi transplantada de outro local?... Ou que já os seus ascendentes viviam naquele local?... Ou que não foi introduzida pelo homem?...
Enfim, eu não sou biólogo ou botânico ou coisa que o valha. No meu entender de leigo, uma árvore autóctone é uma árvore que vive no local onde a respectiva espécie se desenvolveu, por meios naturais, independentemente de ter sido plantada ou transplantada ou reintroduzida pelo homem.
Também não sei ao certo como é possível determinar com rigor se uma árvore é ou não autóctone de uma determinada região. De repente imagino análises de ADN, de registos fósseis e coisas que tais. Mas não sei.
O que julgo saber, é que à conta destas questões a definição daquelas que são as espécies e variedades de árvores autóctones de Portugal continental não é unânime. Ainda assim, creio existir algum consenso em relação às espécies que a seguir indico, mesmo correndo o risco de me enganar.
Já agora, antes de passar à listagem das espécies, uma espécie endémica, ou endemismo, é uma espécie que só existe numa determinada região. Diz-se então que é um endemismo dessa região. Mas será que um endemismo tem de ser autóctone?...
Bom, em baixo fica uma lista de espécies de árvores autóctones de Portugal. É possível que algumas espécies não sejam verdadeiramente autóctones. É também possível que algumas espécies mencionadas contenham simultaneamente variedades autóctones e não autóctones. É certo que a lista não está completa. De qualquer forma dá-nos a ideia da grande variedade de árvores que a nossa floresta teria naturalmente nos tempos em que não existia um único eucalipto.
Para quem quiser saber mais, aconselho por exemplo a página Florestar.net ou o documento "Da semente se faz a árvore".
Enfim, eu não sou biólogo ou botânico ou coisa que o valha. No meu entender de leigo, uma árvore autóctone é uma árvore que vive no local onde a respectiva espécie se desenvolveu, por meios naturais, independentemente de ter sido plantada ou transplantada ou reintroduzida pelo homem.
Também não sei ao certo como é possível determinar com rigor se uma árvore é ou não autóctone de uma determinada região. De repente imagino análises de ADN, de registos fósseis e coisas que tais. Mas não sei.
O que julgo saber, é que à conta destas questões a definição daquelas que são as espécies e variedades de árvores autóctones de Portugal continental não é unânime. Ainda assim, creio existir algum consenso em relação às espécies que a seguir indico, mesmo correndo o risco de me enganar.
Já agora, antes de passar à listagem das espécies, uma espécie endémica, ou endemismo, é uma espécie que só existe numa determinada região. Diz-se então que é um endemismo dessa região. Mas será que um endemismo tem de ser autóctone?...
Bom, em baixo fica uma lista de espécies de árvores autóctones de Portugal. É possível que algumas espécies não sejam verdadeiramente autóctones. É também possível que algumas espécies mencionadas contenham simultaneamente variedades autóctones e não autóctones. É certo que a lista não está completa. De qualquer forma dá-nos a ideia da grande variedade de árvores que a nossa floresta teria naturalmente nos tempos em que não existia um único eucalipto.
Para quem quiser saber mais, aconselho por exemplo a página Florestar.net ou o documento "Da semente se faz a árvore".
Abrunheiro-bravo, ameixoeira-brava – prunus spinosa
Amieiro – alnus glutinosa
Avelaneira – corylus avellana
Azereiro – prunus lusitanica
Azevinho – ilex aquifolium
Azinheira – quercus rotundifolia
Borrazeira-preta – salix atrocinerea
Carvalho-alvarinho – quercus robur
Carvalho-de-Monchique – quercus canariensis
Carvalho-negral – quercus pyrenaica
Carvalho-português – quercus faginea
Castanheiro – castanea sativa
Cerejeira-brava, cerdeira – prunus avium
Cerejeira-de-Santa-Lúcia – prunus mahaleb
Choupo-tremedor – populus tremula
Choupo-negro – populus nigra
Freixo – fraxinus angustifolia
Lodão – celtis australis
Lodão-torminal – sorbus torminalis
Loureiro – laurus nobilis
Medronheiro – arbutus unedo
Pado, azereiro-dos-danados – prunus padus
Palmeira-anã – chamaerops humilis
Pereira-brava – pyrus bourgaeana
Periqueiro – pyrus cordata
Pilriteiro – crataegus monogyna
Pinheiro-bravo – pinus pinaster
Pinheiro-manso – pinus pinea
Pinheiro-silvestre – pinus sylvestris
Plátano-bastardo, bordo – acer pseudoplatanus
Salgueiro-branco, vimeiro – salix alba
Sanguinho, amieiro-negro – frangula alnus
Sobreiro – quercus suber
Teixo – taxus baccata
Tramazeira – sorbus aucuparia
Ulmeiro – ulmus minor
Vidoeiro, bétula – betula celtiberica
Zambujeiro – olea europaea variedade sylvestris
Zêlha – acer monspessulanum
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