De 1 a 5 de Agosto de 2010, em terras de Miranda... A não perder!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Agir ou não agir...
De Fernando Pessoa:
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlaçemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.
------------------
De José Rebola, grupo Anaquim, álbum "As vidas dos outros", música "Lídia":
Lídia enlacemos as mãos e fiquemos então somente a ver passar o rio
Lídia joguemos xadrez, façamos isso em vez de dar à guerra o nosso brio
Lídia sejamos alheios aos desgostos feios de quem já não quer quem tem
Mas Lídia eu sinto-me vazio ao ver passar o rio sem te ter nem fazer por ser
Alguém
Que vendo o mal nunca está bem
Que vendo o mal nunca está bem
...
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlaçemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.
------------------
De José Rebola, grupo Anaquim, álbum "As vidas dos outros", música "Lídia":
Lídia enlacemos as mãos e fiquemos então somente a ver passar o rio
Lídia joguemos xadrez, façamos isso em vez de dar à guerra o nosso brio
Lídia sejamos alheios aos desgostos feios de quem já não quer quem tem
Mas Lídia eu sinto-me vazio ao ver passar o rio sem te ter nem fazer por ser
Alguém
Que vendo o mal nunca está bem
Que vendo o mal nunca está bem
...
terça-feira, 25 de maio de 2010
Já nado!...
Hoje de manhã, pela primeira vez desde o fatídico dia 27 de Dezembro, em que os deuses resolveram tirar o meu úmero do sítio, nadei como deve ser. Umas quantas piscinas, multi-estilos (desajeitados, pois claro), mas qualquer coisa já parecido com natação! Muito bom! Quero estar preparado para as loucuras do verão no mar! :)
(esta foto foi tirada numa tentativa de suicídio colectivo no mar da lagoa de Santo André no verão passado)
Plantas silvestres com sabor...
Oficina em Vilar de Mouros no passado sábado, dia 22. Dia lindo, calor, quase verão. Saímos do centro recreativo da vila para um passeio ao longo da margem esquerda do Coura. Caminho lindíssimo. E tanta informação!... Tanta variedade de plantas, tanta coisa para comer e esfregar e decorar e... :)
Quem estava na frente do projecto era o Carlos Venade, que a meio resolveu começar a achincalhar o capitalismo. Ora dá-lhe com força, camarada Carlos! :)
No final, de volta ao centro recreativo, tivemos uma apresentação sobre as espécies que vimos e ainda outras e, num saltinho, falámos também da origem das plantas, da vida, dos átomos, do universo, do nosso lugar dele... e ainda misturado com poesia de Fernando Pessoa e outros. Muito bom! Mesmo. Ter à nossa frente alguém que interliga os conhecimentos e lhes põe nexo, essa coisa tão importante, e cria uma mundivisão que faz questão de partilhar com os outros porque se preocupa... Que falta faz gente assim! E isto mesmo que se tenha outras mundivisões...
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Coisas do dia a dia...
Como dizia alguém, os homens podem ser divididos em dois grupos: aqueles que lavam as mãos depois de urinar e aqueles que têm de lavar as mãos antes de urinar. Eu claramente encaixo-me orgulhosamente neste último grupo de gente imunda! :)
E já agora, apenas ligeiramente relacionado com isto, fiquem lá com este vídeo a que sempre achei alguma graça:
E já agora, apenas ligeiramente relacionado com isto, fiquem lá com este vídeo a que sempre achei alguma graça:
quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Freecycle
A Inês equipou a casa toda à borla!...
Já ouviram falar nos três erres: reduzir, reutilizar, reciclar? Os que se preocupam com o ambiente tendem a concentrar os esforços na reciclagem. Mas mais importante do que isso é reutilizar os produtos antes de os deitar fora. O "freecycle" permite precisamente isso. Poupa o nosso dinheiro e poupa o ambiente.
www.freecycle.org
O meu trabalho...
O objectivo aqui, além de me divertir imenso, é construir uma estrutura com determinadas dimensões que possa transladar em dois eixos (horizontal e vertical) com algum rigor. Não tem sido fácil... Esta estrutura será então utilizada num ensaio de um sistema de monitorização de deslocamentos da ponte 25 de Abril.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Acampar em Lisboa
Ontem, dia 8, foi o primeiro dia em que acordei na minha nova casa. A minha nova casa... Mais me valia compreender de uma vez que a minha casa anda sempre comigo, e não se confunde com as paredes, os chãos e os tectos que me abrigam aqui ou acolá.
Azinhaga da Torrinha, número 9, porta 4, Lisboa.
Parece que estou no meio de uma aldeia estranha... É difícil de descrever isto aqui. Estou na capital, mas à minha frente, fora da janela, tenho uma figueira a ganhar folhas e lá ao longe, no vale, bandos de pombas a exercitar as asas. Mais ao fundo um cenário de campos desertos alterna com amontoados de prédios altos. Muito estranho...
A casa é um T2 ou, como se diz por aqui, tem três assoalhadas: dois quartos e uma sala. O problema é que não tem livro de instruções e eu ainda não descobri qual das três assoalhadas é a sala!... Assim não tenho maneira de saber onde pôr os móveis!... Não tem jeito nenhum!
Que seja poiso de coisas boas! Estaindes todos convidados para isso!
:)
E foi assim que a vida deu uma volta
A carta e os conselhos de um braseiro
O campo por onde eu andava à solta
Agora está no fundo de um estaleiro
...
quarta-feira, 31 de março de 2010
Faça sol ou faça book...
Parece que a minha vida se vai desintegrar! Alguma coisa muito má deve estar a caminho... ou já deve ter chegado, para eu ter tomado a decisão de eliminar a minha conta no facebook. A gerência desse sistema (não sei como lhe chamar) tratou logo de me informar que coisas terríveis vão acontecer: a Celina vai sentir a minha falta!... o Bruno vai sentir a minha falta!... o Henrique vai sentir a minha falta!... Os meus amigos todos vão chorar amargamente a minha saída deste sistema (não sei como lhe chamar). Os senhores bem que me avisaram... para o meu bem!...
E mesmo depois de perceberem que eu estava mesmo possuído e não ia voltar atrás com a minha decisão, ainda assim foram benevolentes comigo, garantindo-me que bastaria introduzir a minha senha e a minha palavra-passe antigos para poder voltar a fazer tudo como dantes.
Se eu não voltar a dar notícias nos próximos dias podem alertar as polícias e os bombeiros... Entretanto, os meus amigos todos que me perdoem tamanho desvario.
terça-feira, 23 de março de 2010
Revolução das meias
Hoje é o segundo dia consecutivo que ando propositadamente com uma meia de cada cor. O meu objectivo é a libertação progressiva da opressão das simetrias, dos acessórios a "fazer pendant", das cores que ligam e não ligam e das aparências.
Eu tenho um sonho! No meu sonho as pessoas usam peúgas nas orelhas e cuecas nos sapatos... Irmão, liberta-te da opressão!
Eu tenho um sonho! No meu sonho as pessoas usam peúgas nas orelhas e cuecas nos sapatos... Irmão, liberta-te da opressão!
Aproveitamento de água
Deixem-me lá fazer um pouco de publicidade. Achei esta ideia genialmente simples e eficaz. Além de poupar água quase que nos pede para lavarmos as mãos depois de utilizarmos a sanita, o que é bom para os esquecidos...
quarta-feira, 17 de março de 2010
Manifesto automóveis pró...

...pró lixo, só pode!
Neste preciso momento estou à procura de uma (ou mais) bicicleta para utilizar no percurso casa->trabalho->casa. Na realidade, com a vida actual, penso por vezes se o percurso não é antes trabalho->casa->trabalho, tal como Marx dizia que com o capitalismo passámos de mercadoria->dinheiro->mercadoria para dinheiro->mercadoria->dinheiro, mas isso são outras cogitações...
Neste processo de pesquisa deparei-me com uma página na Internet que possui informação sobre a utilização das bicicletas no quotidiano. Achei interessantíssimo. Como é comum com tudo o que nós achamos interessantíssimo, cabecitas enviesadas estas nossas, concordo com uma data de coisas que lá são ditas. Mais do que concordo, já as senti na pele.
Andar de bicicleta no dia-a-dia pode ser algo maravilhoso. E porque é bom e porque sinto que muitas pessoas não se apercebem do quão bom pode ser, sinto também necessidade de partilhar com todos.
Algumas vantagens de utilizar a bicicleta nos transportes do dia-a-dia:
- Poupa-se dinheiro. Comparativamente com o transporte automóvel poupa-se o dinheiro do combustível, do seguro, do imposto de circulação, das manutenções e inspecções, do próprio carro;
- Poupa-se tempo. Em cidades congestionadas, como infelizmente são as nossas, é comum demorar menos tempo de bicicleta do que de automóvel ou de transporte público. Além disso também se poupa o tempo do estacionamento, do percurso entre o estacionamento e o destino, do enchimento do depósito de combustível, das manutenções, etc.;
- Evita-se o confronto com a agressividade dos outros (nossa também, pois claro) no tráfego;
- Fica-se em forma sem ter de gastar mais tempo em coisas um pouco idiotas como ginásios (que só existem precisamente porque os nossos estilos de vida não são saudáveis). Além disso também se aumenta a coordenação motora e a agilidade do organismo;
- Não é perigoso. Ao contrário do que as pessoas podem pensar acerca da segurança de andar de bicicleta, os automóveis são de facto muito mais perigosos que as bicicletas. Para o condutor e sobretudo para todos os outros que andam nas estradas e nos passeios;
- É silencioso;
- É limpo. Não implica o aumento da factura energética do país e não implica a queima directa ou indirecta de combustíveis fósseis;
- Anda-se ao ar livre e não no ar fechado do automóvel (se não é fechado é porque está a aspirar os gases de combustão do carro da frente!) ou do transporte público. Além disso pode-se apreciar verdadeiramente o que nos rodeia ao longo do trajecto: pode-se sorrir para as pessoas que passam, pode-se reparar nas flores e nas janelas e nas casas das pessoas, etc.;
- Dá-nos duas sensações de bem-estar. O bem estar das endorfinas depois do exercício e o bem estar mais psicológico de saber que estamos a fazer uma coisa bem.

O artigo é de um norte-americano chamado Paul Dorn. Diz ele:
"I commute by bike, and, for the sake of my sanity, avoid driving like the plague. The automobile is a fine thing for certain purposes, like killing wildlife, alienating people from each other, polluting and congesting urban areas, and directing huge sums of money to Exxon/Mobil and General Motors. Me, I prefer the best achievement of the Industrial Revolution, the humble velocipede."
Outras citações do e no artigo:
- "In a society like ours--where more money is spent advertising automobiles than is spent on the entire national mass transit system, where everyone's background assumption equates travel with driving--it isn't easy to make the shift to bicycle commuting"
- "The automobile has not merely taken over the street, it has dissolved the living tissue of the city. Its appetite for space is absolutely insatiable; moving and parked, it devours urban land, leaving the buildings as mere islands of habitable space in a sea of dangerous and ugly traffic." (James Marston Fitch, New York Times, May 1, 1960)
- "Driving a car versus riding a bike is on par with watching television rather than living your own life." (Bruce MacAlister, Calgary cyclist)
- "...the bicycle is generally considered a toy, a recreational device, or as exercise equipment. Something you load on top of your car, like skis or a surfboard, and travel to some remote area to "play." That's why bike shops are filled with mountain bikes. They thrive on selling the "sport" of cycling. Travel they leave to other vehicle retailers, i.e. auto dealerships. This is a big mistake."
- "This is the basis of car culture, the idea that the world and all of the world's people are merely in its way." (Travis Hugh Culley)
- "Those who wish to control their own lives and move beyond existence as mere clients and consumers--those people ride a bike." (Wolfgang Sachs, For Love of the Automobile, UC Press, 1992)
- "Bicycling is safe. Sedentary couch potato lifestyles kill far, far more Americans than pedaling"
terça-feira, 16 de março de 2010
Os espelhos...
onde podemos rever um pouco do que somos são tramados. Eu gostei muito deste. Para ver e ouvir com atenção:
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Dívidas e assim...
Numa altura em que anda toda a gente em pulgas por causa das dívidas, resolvi investigar. De acordo com os dados da CIA (e vamos lá acreditar que são válidos, mesmo que possam bem não ser...), temos o seguinte:
Portanto, se bem entendo, todos os países e todos os estados (mais coisa menos coisa) estão a dever, certo? O que não deixa de ser um pouco estranho... Quando alguém deve, há outro que tem a haver, certo? E no final deve e haver devem equilibrar-se, certo?
Mas afinal, onde é que está o equilíbrio? Se todos devem, devem a quem?...
Que história tão mal contada...
Para conhecer melhor o mundo:
Relatório de desenvolvimento humano da ONU
Já agora, alguns números sobre desigualdades económicas (página 195). Vai uma comparação do coeficiente de Gini entre Portugal e os outros países? O coeficiente de Gini varia entre 0 e 100 e mede a desigualdade na distribuição dos rendimentos. 0 quando todos ganham o mesmo. 100 quando apenas uma pessoa ganha o rendimento todo da economia do país. Portanto, quanto mais baixo o coeficiente, melhor. Conclusão da comparação: até no Bahrain estão melhor que nós!
Já agora, alguns números sobre a população. Se forem lá ao quadro da população (página 191 e seguintes) constatarão que de facto é mesmo necessário produzir bebés (ironizo). A população portuguesa nunca foi tão elevada como é hoje. A população mundial nunca foi tão elevada como é hoje. E as perspectivas de crescimento deviam fazer-nos pensar:
5291 milhões em 1990,
6671 milhões em 2007,
7674 milhões previsão para 2020 (daqui a 10 anos apenas).
Ai Jesus que nos estamos a deixar morrer!... Vamos já fazer bebés!...
As irresponsabilidades do bicho humano! :)
Portanto, se bem entendo, todos os países e todos os estados (mais coisa menos coisa) estão a dever, certo? O que não deixa de ser um pouco estranho... Quando alguém deve, há outro que tem a haver, certo? E no final deve e haver devem equilibrar-se, certo?
Mas afinal, onde é que está o equilíbrio? Se todos devem, devem a quem?...
Que história tão mal contada...
Para conhecer melhor o mundo:
Relatório de desenvolvimento humano da ONU
Já agora, alguns números sobre desigualdades económicas (página 195). Vai uma comparação do coeficiente de Gini entre Portugal e os outros países? O coeficiente de Gini varia entre 0 e 100 e mede a desigualdade na distribuição dos rendimentos. 0 quando todos ganham o mesmo. 100 quando apenas uma pessoa ganha o rendimento todo da economia do país. Portanto, quanto mais baixo o coeficiente, melhor. Conclusão da comparação: até no Bahrain estão melhor que nós!
Já agora, alguns números sobre a população. Se forem lá ao quadro da população (página 191 e seguintes) constatarão que de facto é mesmo necessário produzir bebés (ironizo). A população portuguesa nunca foi tão elevada como é hoje. A população mundial nunca foi tão elevada como é hoje. E as perspectivas de crescimento deviam fazer-nos pensar:
5291 milhões em 1990,
6671 milhões em 2007,
7674 milhões previsão para 2020 (daqui a 10 anos apenas).
Ai Jesus que nos estamos a deixar morrer!... Vamos já fazer bebés!...
As irresponsabilidades do bicho humano! :)
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Kidzania...
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